- Proporcionais ao erro cometido.
- A partir do momento que se implementa tem que se cumprir até ao final, para não existir perda de credibilidade por parte do filho(a), caso não se cumpra totalmente.
- Ser negociado com a criança.
É importante percebermos que é normal as crianças irem para além daquilo que lhes é permitido. Isso faz parte do desenvolvimento normal da criança. Existem asneiras e asneiras e perante elas devemos analisar se efectivamente é algo assim tão grave…
Quando se trata de uma situação que os pais não estão minimamente à espera, porque não é uma conduta normal dos filhos e foge aos valores que lhe foram incutidos, devemos analisar com a criança o que a levou a ter aquele comportamento. Às vezes é uma atitude de grupo ou para que o jovem tenha uma aceitação do seu grupo de amigos.
Conheço uma jovem, que para ser aceite pelos amigos, um dia resolveu sair da escola (sem a autorização dos pais), para ir com eles ao café próximo da escola. Segundo a jovem referiu, os amigos achavam que ela era exageradamente bem comportada e após esta situação passou a ser bem aceite por eles… Segundo ela referia “eles agora já acham que sou uma pessoa como eles…”. Perante esta situação, a questão era: “qual o castigo que esta jovem merece?” Após a sua descrição da situação e uma vez que a escola normalmente impõe um castigo, a mãe optou por lhe fazer ver que era uma atitude incorrecta e que não se devia repetir, optou por não lhe dar outro castigo, para além do atribuído pela escola. Na escola teve de fazer uma semana de trabalho comunitário - servir às mesas do refeitório.
È importante que o castigo seja adaptado á situação. Sempre que o erro é do tamanho de uma formiga, não lhe devemos dar um castigo do tamanho de um elefante! O contrário também se aplica.
Pais, se querem filhos que cresçam com valores, regras e normas, não fiquem à espera que estas lhes sejam incutidas nos infantários ou nas escolas. Conversem muito com os vossos filhos, pois muitas vezes as atitudes desajustadas dos filhos têm por base uma chamada de atenção.
Por muito que lhe custe, pai e mãe, os castigos devem se levados até ao fim! Caso assim não seja a criança vai perceber que existe, por parte de vocês, uma falta de rigor. Vai achar que essa atitude vai acontecer dessa forma, também quando surgem situações fora do ambiente familiar. Quando uma outra situação surge posteriormente a criança não vai ficar preocupada, porque vai achar que, mesmo que o castigo lhe custe, a meio os pais vão levantar-lho. Se assim não acontece, a criança ou adolescente, vai achar que é porque não gostam dela, vai sentir-se inferiorizada e vai começar a `jogar’ á defesa!
Uma atitude que normalmente funciona muito bem, e até para perceberem o quanto a criança entende que errou, é perguntar-lhe o que é que ela acha que merece de castigo… Vão perceber que a criança é muito rigorosa com os seus próprios castigos, caso seja uma criança habituada a ter regras e normas. Se achar que é um castigo muito duro para o erro então implemente-o durante um período de tempo mais reduzido.
Perguntam os pais: “ O que podemos ou devemos dar como castigos?”
Pensem que o castigo é para a criança e não para toda a família…
Se proibir o seu filho de ver televisão durante 2 ou 3 dias, na altura em que a família ou os irmãos querem ver televisão, a criança deve ir para o seu quarto…
Se fica impedido de ir ao computador e tem que fazer um trabalho para a escola, escreva na caderneta ou entre em contacto com o professor e não levante o castigo. Peça ao professor para que se cumpra a tarefa após o castigo!
Se a tarefa é uma actividade diária em casa, como por exemplo levantar e pôr a mesa ou arrumar a louça da máquina…, mesmo que o seu filho lhe diga que tem que fazer os trabalhos de casa, exija que cumpra o castigo igualmente!
Não castigue uma criança com a alimentação, isso faz com que a criança se baralhe e pense que comer ou não comer o que quer que seja, tem a ver com o seu comportamento. Analise antes uma actividade que a criança goste e diga-lhe que não a pode fazer durante 2 ou 3 dias…
Perante estas situações, o seu papel é de pai ou de mãe, daí ser muito importante ambos estarem de acordo e não demonstrarem discórdia perante os filhos. Muitas vezes, um acha que o castigo é demasiado rigoroso, o outro acha que não… Negoceiem isso antes de o implementarem á criança, mas não o faça na sua presença, pelo risco de se descredibilizarem. A criança vai ficar baralhada: “foi ou não foi um erro?”, “mereço ou não o castigo?” Perante estas situações conversem bastante com os vossos filhos.
Estejam atentos no dia-a-dia, para terem a certeza que não existe uma situação que os ande a incomodar e que os leve a ter certos comportamentos. Acima de tudo, demonstrem o amor que sentem por eles! Mesmo quando lhes dizem que têm que cumprir o castigo que lhes foi dado, não é necessário continuar a ralhar. Pode sempre dizer-se “Eu gosto muito de ti, por isso é que estou a educar-te, o facto de estares a cumprir essa tarefa é para te ajudara crescer!”, em vez de “Vais fazer aquilo porque és mal comportado!”. O raciocínio da criança vai ser “Se já sou mal comportado, então posso continuar a cometer erros, é normal nas atitudes das pessoas que são mal comportadas…”
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