Áreas de intervenção: Pediátrica - Cuidados Gerais

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mochilas escolares

O uso das mochilas pesadas, por si só não desenvolve desvios da coluna, como se possa imaginar. O que o peso pode acarretar são transtornos e dor, queixas provocadas pelo esforço físico exagerado.
Segundo orientações da OMS, o peso aconselhável para a mochila escolar, deve ser até 10% do peso da criança ou adolescente.
Várias são as preocupações dos pais a este respeito e a este tema e uma das situações que têm que analisar é a quantidade de livros e cadernos que a criança transporta e a sua necessidade.
Outro aspecto é o tipo de percurso que a criança tem que fazer até à escola. Se este é rectilíneo, sem muitas escadas e com passeios, a mochila de rodinhas pode ser uma óptima opção. Se o percurso é irregular, com muitas escadas, sem passeios e se eventualmente ainda tem que utilizar transportes públicos, a mochila de colocar nas costas talvez seja a melhor opção.
Quando os pais e a criança fazem a selecção da compra, vários aspectos devem ter em atenção. Um deles é o peso, quantos mais adereços tiver, mais pesada será a mochila. Por outro lado, a mochila deve ser proporcional às costas da criança. A borda superior da mochila deve estar ao nível do ombro e a borda inferior deve ficar apoiada na região lombar e nunca descer abaixo desta zona do corpo. As duas alças da mochila devem ser largas e acolchoadas, para distribuir e uniformizar a pressão do peso nos ombros. Algumas mochilas têm uns cintos no seu interior para permitir prender os livros e os cadernos, de forma a que quando estes se movimentam não provoquem um desequilíbrio na criança.
Se a opção for uma mochila de rodinhas, devem ter atenção à dimensão da pega, de acordo com o tamanho da criança. A criança quando transporta a mochila deve fazê-lo com o braço esticado.
É importante que seja transportado apenas o material necessário àquele dia. Os pais podem colaborar no hábito da criança, supervisionar o horário e colocar o material de acordo só com as necessidades daquele dia. Também na compra dos cadernos podem optar por cadernos pequenos, em vez de cadernos grandes, para diminuir também o peso. Os avós podem aqui ter um papel muito importante, sempre que a disponibilidade o permitir, na avaliação do peso da mochila dos seus netos.
A arrumação do material dentro da mochila deve obedecer também a regras: os livros e os cadernos mais pesados devem ficar o mais próximo possível das costas e o material mais leve, mais distante das mesmas e sempre que a mochila o permitir, prender esse material com o cinto que tem no interior das mochilas.
Ao ser colocada a mochila nas costas, as alças devem ser ajustadas de forma a que não exista folga entre as alças e as costas da criança. Por outro lado, é importante que fique alinhada à coluna para evitar uma postura errada da mesma. Quando a criança, pelo peso da mochila, é obrigada a dobrar-se para a frente ou para trás, durante um longo período de tempo, vai estar a adoptar uma postura incorrecta – é necessário analisar o que se passa.
Ambas as alças devem estar colocadas e não ser transportada apenas por uma delas, mais uma vez evitando assim uma postura incorrecta e uma sobrecarga de peso só de um lado do corpo.
Se a mochila for de rodinhas, a criança deve ser sensibilizada para a puxar ora de um lado do corpo ora do outro, para não viciar uma postura só de um lado.
Também me parece que se enquadra aqui, ser o professor de Educação Física a advertir para as vantagens de uma boa postura e os cuidados a ter com a mochila.
E porque falamos em professor, um papel fundamental pode ter a escola, no sentido de disponibilizar aos alunos armários que lhes permitam guardar algum material que não seja necessário transportar diariamente. Existem escolas em que o aluno aluga no inicio do ano um cacifo e paga um montante simbólico, para que no final do ano faça a entrega da chave e lhe seja devolvido esse montante.
Um desafio interessante ainda lançado às escolas e mais especificamente aos professores, é o aproveitamento das novas tecnologias informáticas, fornecendo DVDs ou CDs para os alunos estudarem em casa, caso tenham computador ou o uso de uma pen, que lhes facilita o transporte da informação.
Aproveito para contar um caso que me parece interessante: uma professora de Inglês, que gravava as aulas em Ipod permitindo aos alunos estudarem de uma forma que vai ao encontro dos seus gostos e fazê-lo sem a formalidade de uma actividade de estudo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Castigos

  • Proporcionais ao erro cometido.
  • A partir do momento que se implementa tem que se cumprir até ao final, para não existir perda de credibilidade por parte do filho(a), caso não se cumpra totalmente. 
  • Ser negociado com a criança.

É importante percebermos que é normal as crianças irem para além daquilo que lhes é permitido. Isso faz parte do desenvolvimento normal da criança. Existem asneiras e asneiras e perante elas devemos analisar se efectivamente é algo assim tão grave…
Quando se trata de uma situação que os pais não estão minimamente à espera, porque não é uma conduta normal dos filhos e foge aos valores que lhe foram incutidos, devemos analisar com a criança o que a levou a ter aquele comportamento. Às vezes é uma atitude de grupo ou para que o jovem tenha uma aceitação do seu grupo de amigos.
Conheço uma jovem, que para ser aceite pelos amigos, um dia resolveu sair da escola (sem a autorização dos pais), para ir com eles ao café próximo da escola. Segundo a jovem referiu, os amigos achavam que ela era exageradamente bem comportada e após esta situação passou a ser bem aceite por eles… Segundo ela referia “eles agora já acham que sou uma pessoa como eles…”. Perante esta situação, a questão era: “qual o castigo que esta jovem merece?” Após a sua descrição da situação e uma vez que a escola normalmente impõe um castigo, a mãe optou por lhe fazer ver que era uma atitude incorrecta e que não se devia repetir, optou por não lhe dar outro castigo, para além do atribuído pela escola. Na escola teve de fazer uma semana de trabalho comunitário - servir às mesas do refeitório.
È importante que o castigo seja adaptado á situação. Sempre que o erro é do tamanho de uma formiga, não lhe devemos dar um castigo do tamanho de um elefante! O contrário também se aplica.
Pais, se querem filhos que cresçam com valores, regras e normas, não fiquem à espera que estas lhes sejam incutidas nos infantários ou nas escolas. Conversem muito com os vossos filhos, pois muitas vezes as atitudes desajustadas dos filhos têm por base uma chamada de atenção.
Por muito que lhe custe, pai e mãe, os castigos devem se levados até ao fim! Caso assim não seja a criança vai perceber que existe, por parte de vocês, uma falta de rigor. Vai achar que essa atitude vai acontecer dessa forma, também quando surgem situações fora do ambiente familiar. Quando uma outra situação surge posteriormente a criança não vai ficar preocupada, porque vai achar que, mesmo que o castigo lhe custe, a meio os pais vão levantar-lho. Se assim não acontece, a criança ou adolescente, vai achar que é porque não gostam dela, vai sentir-se inferiorizada e vai começar a `jogar’ á defesa!
Uma atitude que normalmente funciona muito bem, e até para perceberem o quanto a criança entende que errou, é perguntar-lhe o que é que ela acha que merece de castigo… Vão perceber que a criança é muito rigorosa com os seus próprios castigos, caso seja uma criança habituada a ter regras e normas. Se achar que é um castigo muito duro para o erro então implemente-o durante um período de tempo mais reduzido.
Perguntam os pais: “ O que podemos ou devemos dar como castigos?”
Pensem que o castigo é para a criança e não para toda a família…
Se proibir o seu filho de ver televisão durante 2 ou 3 dias, na altura em que a família ou os irmãos querem ver televisão, a criança deve ir para o seu quarto…
 Se fica impedido de ir ao computador e tem que fazer um trabalho para a escola, escreva na caderneta ou entre em contacto com o professor e não levante o castigo. Peça ao professor para que se cumpra a tarefa após o castigo!
Se a tarefa é uma actividade diária em casa, como por exemplo levantar e pôr a mesa ou arrumar a louça da máquina…, mesmo que o seu filho lhe diga que tem que fazer os trabalhos de casa, exija que cumpra o castigo igualmente!
Não castigue uma criança com a alimentação, isso faz com que a criança se baralhe e pense que comer ou não comer o que quer que seja, tem a ver com o seu comportamento. Analise antes uma actividade que a criança goste e diga-lhe que não a pode fazer durante 2 ou 3 dias…
Perante estas situações, o seu papel é de pai ou de mãe, daí ser muito importante ambos estarem de acordo e não demonstrarem discórdia perante os filhos. Muitas vezes, um acha que o castigo é demasiado rigoroso, o outro acha que não… Negoceiem isso antes de o implementarem á criança, mas não o faça na sua presença, pelo risco de se descredibilizarem. A criança vai ficar baralhada: “foi ou não foi um erro?”, “mereço ou não o castigo?” Perante estas situações conversem bastante com os vossos filhos.
Estejam atentos no dia-a-dia, para terem a certeza que não existe uma situação que os ande a incomodar e que os leve a ter certos comportamentos. Acima de tudo, demonstrem o amor que sentem por eles! Mesmo quando lhes dizem que têm que cumprir o castigo que lhes foi dado, não é necessário continuar a ralhar. Pode sempre dizer-se “Eu gosto muito de ti, por isso é que estou a educar-te, o facto de estares a cumprir essa tarefa é para te ajudara crescer!”, em vez de “Vais fazer aquilo porque és mal comportado!”. O raciocínio da criança vai ser “Se já sou mal comportado, então posso continuar a cometer erros, é normal nas atitudes das pessoas que são mal comportadas…”

quarta-feira, 20 de abril de 2011

As birras como lidar com elas

A criança que acredita em si própria tem mais facilidade em enfrentar os seus erros. Lentamente aprende a aceitá-los e a sentir-se feliz quando é capaz de os corrigir.
O reforço positivo é importante, mas devemos ter cuidado para que a criança não dependa desse reforço, pois pode não os poder ter e aí terá uma atitude defensiva. Devemos levar a criança a pensar que está com orgulho dela própria e não que é um orgulho para os pais.
As birras começam geralmente durante o 2ºano de vida. A criança começa a explorar o mundo á sua volta e fica confusa, “será que o meu pai ou mãe continuam ali?”, “ficaram zangados por eu descer sozinho a escadas?”. Daí, ao tomar estas atitudes, a criança olhar para trás, para se certificar do comportamento de aceitação dos pais.
As birras acontecem muitas vezes quando a criança não sabe que decisão tomar: Sim ou não? Faço ou não faço?
Muitas vezes, sem motivo aparente, a criança começa a chorar e por detrás disso está a sua insegurança perante a atitude que deve tomar – de independência ou de medo???
Tente, caso seja possível, deixa-la tomar a decisão sozinha e elogie a sua decisão e esforço; não a ajude, pois aí vai estar a aumentar a sua fúria; nem a tente impedir, afaste-se de forma a que ela tenha que tomar sozinha a decisão! Quando se aproximar diga-lhe: “é difícil decidir não é? Mas tu foste capaz de o fazer sozinha!”
Para os pais, o sentimento de impotência e perda de controlo da criança está directamente ligado com a perda de controlo dos próprios pais. Estas birras geram uma grande angústia nos pais, o que muitas vezes leva ao castigo físico.
A forma mais segura de fazer parar estas situações é virar as costas e dizer á criança “quando te acalmares eu volto!”. E se quando voltar a birra também voltar, mais uma vez afastar-se e dizer “quando te acalmares eu volto!”.
A criança vai deixar de ter “plateia” para a sua actividade e vai parar. Quando voltar para a situação, pegue na criança ao colo e diga-lhe que é difícil para ela aquela situação e que a compreende, mas que ela já foi capaz de tomar a decisão sozinha…
Ao afastarem-se, os pais estão a encorajá-la. Ao sentir que consegue dominar estes sentimentos e que não depende dos pais para tomar a decisão, a criança sente-se feliz.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Separação

Após uma separação é importante que ambos os pais percebam que a criança não se separou, nem se quer separar…
 Continua a querer tanto o pai como a mãe e tanto um como o outro são necessários para o desenvolvimento normal e saudável da criança!
É importante que o progenitor que não vive maioritariamente com a criança perceba que, apesar disso, a criança continua a gostar dele como gostava. Muitas vezes ainda sente que gosta mais, porque no dia-a-dia tem que cumprir com regras e mais regras e quando está com o progenitor com o qual não vive, pode fazer algumas coisas que não é comum fazer diariamente (por ex. escolher o que comer, o programa de televisão ou ter prioridade na escolha das brincadeiras), até porque, na maioria das situações, esse período já fica reservado apenas para o tempo passado com a criança.
Por vezes a criança tem tendência para tratar “pior” o progenitor com quem coabita mais… É muitas vezes a sua forma de exteriorizar a revolta que sente, por no seu íntimo querer estar com ambos… Nessa situação não devem ficar zangados com eles.
 Muitas vezes o progenitor verbaliza “Então sou eu que tenho o trabalho todo contigo e tu ainda assim tens essa revolta toda contra mim!!!”.
 Os pais, nesta situação, devem sim perceber que a criança está perante um momento de sofrimento e sente necessidade de exteriorizar o que sente. Devem dar-lhe aconchego, palavras de compreensão, dizer-lhe mesmo “Eu entendo que estejas triste e revoltado, que não querias esta situação e que te está a ser difícil ultrapassar!”. Se possível permitir-lhe falar com o outro progenitor, telefonar-lhe ou escrever o que está a sentir e depois entregar-lhe, para que ambos possam falar dessa situação e sentimentos…
Se é difícil para os adultos passar por um divórcio, muito mais é para a criança que, para além de não querer o divórcio, ainda não tem desenvolvidas as suas capacidades de defesa!
Quando a criança sente saudades do progenitor que não tem presente, uma forma de lhe diminuir a angústia pode ser contar-lhe que antigamente, os pais de outros meninos iam para a guerra e não existiam telemóveis para poderem comunicar, ou então, tinham de imigrar para outro país e só uma ou duas vezes por ano é que estavam juntos; Outros tinham doenças como a tuberculose e tinham que ficar internados em hospitais, sem poderem ter contactos até se curarem… Estas situações eram difíceis para esses filhos e o período que passavam com os pais era muito mais curto.
Por sua vez, quando surge uma outra relação, existe a tendência, de que a pessoa que entra para a relação se sinta ameaçada. Perante este cenário devem tentar racionalizar: quando iniciaram a relação a criança já existia… Tentem perceber como a criança funciona, ela também merece o seu espaço. Façam-na sentir-se importante e que continua a ser amada! Deixem-na escolher também as actividades que façam conjuntamente, esta criança também tem que ser conquistada… A chegada de outra pessoa não lhe deve ser imposta e se muitas vezes não se sente cómoda, a primeira reacção é a rejeição! Por em prática a inteligência emocional é uma mais-valia: ter a capacidade de negociação. Quando a criança sente que estão a querer conquistá-la, vai-se sentir importante e isso vai facilitar a aproximação. No caso das meninas, pintem-lhe as unhas, por ex, ou brinquem um bocadinho com as bonecas; no caso dos meninos, um jogo de futebol, ou um passeio de bicicleta, ou um jogo de playstation, só a dois, faz milagres…
A criança é um ser indefeso, que quanto mais instável estiver, maior vai ser a sua revolta. Está-lhe a ser alterado o seu padrão de vida e todo este desconhecimento de normas e situações causa-lhe grandes angústias! Por um lado as regras da mãe, por outro lado as regras do pai…; além disso, uma grande parte das pessoas, com pena da criança, tendem a dar o seu palpite e a querer colaborar, o que na maioria das situações ainda complica mais, porque é mais uma visão diferente de analisar a situação… A criança vai sentir-se como ‘uma barata tonta’, sem saber como se orientar. Muitas vezes o reflexo disto são noites consecutivas mal dormidas, com grande dificuldade de concentração nas aulas. A cabeça da criança está a pensar nos problemas e não no que o professor está a falar…; outras crianças ficam sem apetite ou com um apetite muito superior ao normal, dependendo do metabolismo.
Pense em todas estas dificuldades e por muito que lhe esteja a custar passar por essa situação, pense que muito mais está a custar às crianças! Por outro lado, para que a criança se adapte melhor à situação, pode sempre demonstrar-lhe aspectos positivos do divórcio: tem a possibilidade de passar férias com pessoas diferentes, em sítios diferentes, em períodos mais alargados, têm atenção redobrada, conforme esteja com o pai ou com a mãe…
Para bem do normal desenvolvimento da criança é importante que as regras a que está habituada sejam mantidas. Aqui estou a referir-me a crianças mais pequeninas, por exemplo, os horários da refeição da criança, as horas de sono, se está a tentar deixar a fralda e não é dada continuidade a este treino durante um ou dois dias, lavar as mãos antes das refeições, escovar os dentes, etc., etc. A criança é um ser de hábitos e todas estas alterações nas suas rotinas vão causar-lhe grandes momentos de stress e angustias, deixam de ser cumpridos os seus hábitos de rotina diários… Muitas vezes os pais não partilham das mesmas opiniões e têm atitudes completamente antagónicas – quem sofre com a situação é a criança… Já pensou nisso?
Por outro lado não diga à criança aquilo que considera como defeito no outro progenitor, vai fazer com que a criança se sinta constrangida e defensiva. Se a sua intenção era influenciar a criança, não precisa de o fazer! Se o assunto for realmente importante, a criança com o seu normal desenvolvimento vai ter oportunidade de se aperceber, no momento oportuno e numa fase que tenha maturidade de compreensão! Caso contrário, pode estar a abordar um assunto para o qual a criança não tenha ainda maturidade de compreensão, e em vez de a estar a elucidar, está a magoa-la profundamente, além de não estar a aproveitar de uma forma alegre e harmoniosa o tempo que está a passar com o seu filho! Em vez de o estar a ensinar a viver de uma forma alegre e bem-disposta, está a transmitir-lhe uma maneira de estar na vida rancorosa, destrutiva e pouco saudável…
O seu filho é uma criança, deixe-o viver feliz e alegre, desfrutar a sua liberdade de ser criança, sem ter que carregar o peso de problemas e desavenças. Ensine-o a construir um dia a dia agradável e ausente de rancores, para ele poder passar esse momento o melhor possível, sem que fique com grandes marcas da separação. Assim como se aprende a acertar os ponteiros do relógio, quando surge o fim de um casamento também tem que existir uma aprendizagem perante a separação. O desenvolvimento de uma separação que seja funcional, enquanto pais, contribuirá para reforçar a estabilidade dos filhos! Quanto mais harmoniosa for a forma de lidar com as situações, maior vai ser a capacidade de lidar com uma vida nova de uma forma positiva e construtiva!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Conselhos práticos aos alérgicos ao pólen

O que é o pólen?
O grão de pólen é a célula masculina necessária para a propagação da semente das plantas. São partículas de tamanho muito reduzido, geralmente invisíveis a olho nu e provenientes de gramíneas, ervas daninhas, árvores e flores.
Apesar da imensa variedade de vegetais existentes, apenas cerca de 10% das espécies que existem são responsáveis pelas alergias. Os grãos de pólen que têm folhas e flores vistosas, como rosas, crisântemos e outros, são os que causam menos problemas alérgicos. Como são pesados e grandes (os pólenes), quase só são transportados por insectos como a abelha, de que aliás dependem para a sua reprodução. Só as pessoas que lidam muito de perto com eles, como jardineiros e floristas, é que podem vir a encontrar alergias a estes pólenes.
Os grandes responsáveis pelas alergias, são da espécie das gramíneas, ervas daninhas e árvores. Obedecendo estas a determinadas características, produzem enormes quantidades de grãos de pólen que são leves, facilitando o seu transporte pelo vento (através do qual é feita a sua reprodução) e suficientemente pequenos para entrarem no nosso aparelho respiratório.
Em Portugal, as espécies mais vulgarmente implicadas nas alergias são as gramíneas (ervas rasteiras que pertencem aos fenos e aos cereais), as ervas daninhas e, numa pequena percentagem de doentes, as árvores (oliveira, plátano, bétula e cipreste, as mais frequentes).
Meses do ano mais ricos em pólen: De Abril a Junho
Condições atmosféricas 
Dias quentes, com sol e vento -   Pior para o doente. 
Dias de chuva (os pólenes são arrastados para o chão) -  Melhor para o doente.
Ao longo do dia 
Os pólenes são levados para o ar que respiramos pelas correntes de ar quente e por isso, perto das 12h ou inicio da tarde, é quando os níveis de pólen são mais elevados. Daí que, para os doentes alérgicos, o inicio da manhã e fim de tarde/noite, sejam as melhores horas do dia para andarem ao ar livre. 
Conselhos práticos
Evitar 
Cortar relva. 
Andar de motorizada (se tiver de o fazer, proteja os olhos, nariz e boca).
Dormir de janelas abertas.
Caminhar em grandes espaços relvados.
Sair de casa com vento forte e/ou quente e seco.
Secar a roupa ao ar livre (pode trazer pólen agarrado).
Férias ou lazer 
Longe do campo e montanha.
Não faça campismo ou piqueniques.
Evite ir á caça.
Prefira férias na praia, onde a brisa marítima mantém o ar livre de pólenes.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Acidentes de viação e cadeirinhas de bebé

Os acidentes surgem, mas podemos sempre minimizar os estragos se adoptarmos medidas de segurança.
Por muito que pensemos que não é verdade, o lugar mais perigoso para transportar um bebé ou uma criança é no colo de um adulto. Daí existir uma lei, que obriga a que o seu filho seja sempre transportado numa cadeirinha própria desde a saída da maternidade. Existem maternidades que só dão alta aos bebés após os pais levarem a cadeirinha do bebé e caso não a tenham, a maternidade disponibiliza uma, mediante o pagamento de uma pequena caução, que é devolvida no acto da devolução da cadeirinha.
Deve verificar se a cadeirinha é adequada ao peso e idade do bebé (as cadeirinhas do grupo OT são indicadas para crianças com peso até aos 13Kgs). Certifique-se que utiliza sempre a cadeirinha voltada para trás e correctamente instalada, ou seja, com os cintos de segurança do carro colocados nos sítios certos.
Se o carro tiver airbag frontal, nunca instale a cadeira no banco da frente. Quando o airbag explode tem uma velocidade de 200 a 300Km/h e pode provocar a morte a uma criança. Se a distância ao tablier for curta, quando a cadeirinha é colocada no banco da frente, deve ser desactivado o airbag.
Por volta dos 9 meses é provável que a criança já não caiba na cadeira de recém-nascido, no entanto deverá continuar a viajar voltado para trás até o mais tarde possível e pelo menos até aos 18 meses. Quando tiver que mudar de cadeira deve informar-se com antecedência para fazer uma boa escolha.
Sempre que a cadeirinha tenha sofrido um acidente de viação, deixa de reunir as características necessárias de protecção da criança. Mesmo que não apresente nenhuma zona partida deve ser substituída, pois ao mais pequeno embate, a probabilidade de partir é grande. Quando a criança já não tem peso adequado às cadeirinhas, mas ainda não atingiu 1,5m de altura, tem de utilizar banco elevatório e a colocação de cintos deve ser feita no banco, pois a altura da criança ainda não se adequa às dimensões dos cintos de segurança.
Às vezes a dúvida que se põe é “como é que eu vejo a criança?”. É possível ver a criança que viaja no banco detrás voltada para trás, sem sequer se distrair da sua condução… Para isso, basta utilizar um espelho especial que se vende em lojas de puericultura ou em lojas de acessórios de automóveis. Este espelho instala-se na parte de trás do automóvel e permite que o condutor consiga ver a criança no retrovisor.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Regras de segurança rodoviária

Em todas as fases da vida das crianças e dos adolescentes o exemplo é o melhor meio de transmissão de conhecimentos.
Hoje vou abordar três aspectos a respeitar.
·       Passadeiras
·       Semáforos
·      Como estacionar o carro, para deixar o seu filho na escola com segurança
Quando as crianças são mais pequeninas – 4, 5, 6 anos – é muito importante ensinar-lhes o local onde é seguro atravessar a estrada – sempre na passadeira. Mas, mesmo na passadeira é importante assegurarmo-nos que não vêm carros, ou que os mesmos circulem com velocidade capaz de parar ao aproximar-se da passadeira…
Perguntam os pais: “e onde não existem passadeiras?”
Devemos escolher um local com boa visibilidade, não muito próximo das curvas e mesmo que tenhamos que percorrer alguma distância para atravessar com segurança, devemos fazê-lo!
Devemos dar a mão à criança e apertá-la com mais intensidade, enquanto dizemos à criança que deve esperar; diminuir a intensidade da mão quando verbalizamos que é oportuno atravessar.
Um dos aspectos mais importantes a ter em atenção é termos sempre a mesma atitude: se umas vezes atravessamos na passadeira e outras vezes não o fazemos, porque estamos com pressa, atravessamos de qualquer forma, estamos a transmitir aos miúdos que dependendo da situação, umas vezes respeitamos a segurança, outras não é necessário…!
Para além das passadeiras, é também importante dar-lhes a conhecer os semáforos.
 “Qual a idade ideal?” perguntam os pais!
Desde cedo. Sempre que estamos com as crianças verbalizar as cores: vermelho – parar, verde – podemos passar, amarelo – ter muita prudência e olhar várias vezes para um lado e para outro antes de passar. Ao longo do tempo, ir questionando à criança: ”qual é esta cor?”, “o que devemos fazer quando o semáforo tem esta cor acesa?”
Quando paramos o carro, por exemplo, à porta da escola, ensine o seu filho a atravessar o carro pela frente e não arranque até que a criança atravesse a estrada. Vá-lhe dando indicações de como o deve fazer com segurança.
O facto de a criança passar pelo meio de outros carros, que também se encontram parados para deixarem os filhos na escola, não é uma atitude segura. De preferência, pare o carro o mais o mais próximo possível do passeio, de forma a que a criança não necessite de passar pelo meio dos outro carros.
Só mais 5 minutos do seu dia podem fazer a diferença; e um dia é suficiente para por em causa a segurança do seu filho! Seja metódico. Às vezes temos a tentação de estacionar o carro em 2ª fila para não nos atrasarmos… mas a probabilidade que existe do carro que está estacionado ao nosso lado arrancar é grande, e de não ver o nosso filho também é grande, uma vez que o condutor está por sua vez preocupado com o seu próprio filho!
Respeite a segurança do seu filho. Uma pequena desatenção pode impedir o seu filho de regressar à escola por muitos dias ou meses.
Vale a pena ser prudente!!!
Muitas vezes não depende da idade, é necessário estarmos sempre atentos para os alertarmos, caso não estejam a respeitar as normas de segurança.