Áreas de intervenção: Pediátrica - Cuidados Gerais

quinta-feira, 31 de março de 2011

Benefícios do Aleitamento Materno

O leite materno é completo, natural, seguro, cómodo e sempre pronto! Existe um consenso mundial de que a sua prática exclusiva é a melhor maneira de alimentar as crianças até aos 6 anos de vida. O aleitamento materno tem vantagens tanto para a mãe como para a criança.
Previne infecções gastrointestinais, respiratórias, urinárias, tem um efeito protector contra as alergias, nomeadamente as especificas para as proteínas do leite da vaca, bem como faz com que os bebés tenham uma melhor adaptação a outros alimentos. No que refere às mães, o aleitamento materno facilita logo desde o momento do parto, através da involução uterina (ou seja auxilia o útero a voltar à sua dimensão normal), bem como está associado a menor prevalência do cancro da mama; e auxiliar rapidamente no padrão do peso normal da mãe.
Para além de estar sempre pronto e numa temperatura ideal, o facto de a mãe fazer uma alimentação diversificada, faz com que o leite seja também rico pela sua diversidade.
Na medida em que o bebé, quando nasce, não tem ainda o sistema imunitário formado, quando o bebé mama o leite materno adquire as defesas maternas para se proteger das suas doenças.
O facto de ser um produto natural, de um ser semelhante, faz com que haja uma melhor digestibilidade, ou seja, todo o aparelho digestivo vai ter uma maior capacidade de fazer uma digestão e absorção do leite, facilitando o bem-estar da criança, diminuindo as tão famosas cólicas!
Ainda abordando o tema da alimentação materna, é importante que esta seja diversificada, tendo consciência que todos os alimentos que provoquem excitabilidade (tal como o café, chocolate ou chá) não devem ser ingeridos em grande quantidade, pelo risco de passarem também para o bebé e, atendendo ao seu diminuto peso, ir excitá-lo muito mais. Os alimentos que causam flatulência (tais como castanhas, grão-de-bico e feijão) devem também ser comidos com moderação, pelo risco de mau estar intestinal, atendendo à imaturidade intestinal da criança; ainda por este motivo, os alimentos que sejam picantes devem também ser evitados. Um aspecto que muitas vezes é colocado em segundo lugar, mas também de grande importância, é a quantidade de açúcar ou alimentos açucarados consumidos pela mãe, tais como bolos, sumos, bolachas, entre outros.
Com estas advertências, ou seja, se as mães consumirem estes alimentos moderadamente, podem consumir todos os alimentos sem se preocuparem de pelo facto de estarem a amamentar não poder comer de tudo…
A matéria-prima do leite é em grande parte a quantidade de água que a mãe ingere, por isso é importante que as mães percebam que se antes de amamentarem já deviam beber 1,5 a 2 litros de água ou líquidos diários, a partir do momento em que amamentam devem fazer o somatório de quantidade de mamadas que a criança faz, que são aproximadamente 7 a 8 mamadas, daí se mamar 60ml por mamada, a mãe vai precisar de beber aproximadamente mais 500ml de água. Para além disso é normal que transpire mais do que o habitual, muitas vezes perde leite para os discos de protecção da mama, e tudo isso tem que ser contabilizado para o somatório de líquidos a serem ingeridos pela mãe. 
Uma outra vantagem do aleitamento materno é o tempo que a mãe passa em contacto directo com o seu bebé. Para que isto aconteça de uma forma mais intensa, a mãe deve ter o contacto directo da boca do bebé com a mama. Muitas vezes isto não é possível devido às gretas ou fissuras, que a mama ganha e a mãe necessita de utilizar bicos de silicone, para não macerar mais, mas logo que lhe seja possível, deve estabelecer o contacto da criança com a mama. Acredito que muitas mães tenham medo que a mama possa gretar novamente, pois a dor que causa é intensa, mas essa situação acontece de uma forma geral nas primeiras mamadas ou nos primeiros dias, devido ao facto de a mama não estar ainda habituada a estar húmida ou então devido ao facto de muitos bebés utilizarem a mama como chupeta e não como fonte de alimentação.
As mães devem sempre que possível proporcionar ao bebé o maior contacto possível de pele dele com a sua; é uma excelente fonte de tranquilidade, uma vez que a pele é o maior órgão que a criança tem e este contacto de pele com pele, para além de tranquilizante, é um excelente meio de vinculação, ou seja, de ligação da mãe com o filho…!
O momento da mamada é um momento de excelência tanto para a mãe como para a criança, uma vez que quanto mais tranquila a mãe estiver, mais tranquilidade vai proporcionar ao seu filho e mais facilmente fluirá o seu leite.
O posicionamento da criança deve respeitar o alinhamento da sua coluna vertebral, caso seja necessário, deve colocar-se uma almofada por baixo do bebé, para permitir que este esteja não só alinhado como cómodo.
A posição da mãe é também fundamental, deve sentir-se bem instalada e relaxada, de maneira a poder observar o seu bebé (o contacto visual deve ser mantido durante a mamada), este é um momento de partilha para ambos.
Se gosta de se deitar na cama e colocar o seu filho do seu lado, eleve-lhe um pouco a cabeça ou coloque o seu braço por baixo da cabeça do bebé ou ainda coloque uma almofada de forma a elevar-lhe um pouco a cabeça, caso contrário pode aumentar o risco de lhe provocar uma otite.
 A boca do bebé deve estar bem adaptada ao bico da mama e muitas vezes, quando a criança não tem bem desenvolvida a técnica de sucção, a mãe pode com o seu polegar fazer uma pequena massagem no céu-da-boca do bebé, no sentido de este começar a mamar no seu dedo e depois mais facilmente pegar na mama. Por outro lado, o momento de tirar a mama da boca do bebé, para não magoar a mama, a mãe pode pôr o seu dedo mindinho na boca do bebé, no momento em que a quer retirar e assim o bebé fica a sugar no dedo, enquanto a mãe retira a mama, não provocando assim a sucção contínua da mesma, nem dor.
Uma das questões das mães é: “Que tempo deve deixar o meu bebé mamar?”. Existem várias teorias…, eu costumo dizer às mães que, assim como cada um de nós tem o seu ritmo, a criança também tem o seu! A criança quando está satisfeita pára de mamar. Algumas vezes pára porque fica quentinha e adormece, é aí que a devem acordar, fazendo umas cócegas na região plantar dos pés ou junto aos joelhos. Mas após algumas tentativas em que o bebé é acordado e continua a não querer mamar, o mais provável é já estar satisfeito.
Por outro lado, é também frequente questionarem se devem trocar de mama na mesma mamada. A minha resposta é sim. O leite não é igual no inicio e no fim da mamada, no inicio é mais liquido e no final é mais concentrado (a textura é diferente). O facto de a criança mamar nas duas mamas, vai fazer com que a sua renovação se faça de igual forma para a mamada seguinte. Tanto a criança fica com uma alimentação mais equilibrada, como a mãe fica com melhor bem-estar, por sentir menor tensão mamária.
Quando for necessário dar suplemento ao bebé no final da mamada, tente sempre fazê-lo com leite seu (leite esse que pode ser congelado, abordarei esse tema numa outra oportunidade) e esse suplemento deve ser oferecido ao seu bebé através de um copo, para não alterar o reflexo de sucção do bebé. A forma como mama na mama, não é a mesma que quando mama na tetina, daí ser tão importante oferecer o leite num copo, para não alterar este reflexo, e o copo, tal como um biberão deverá ser esterilizado no final de cada mamada.
A voz calma e tranquila da mãe vai transmitir essa mesma paz e serenidade ao seu filho. A mãe não deve estar a ver televisão ou a conversar, nem a comer no momento em que o bebé mama.
O papel do pai é também muito importante, pois pode permitir que ninguém perturbe o seu clã. Muitas vezes vai auxiliar a mãe na difícil tarefa de acordar o bebé quando este adormece durante a mamada, de ajudar a mãe quando ela troca de mama durante a mamada, ou colocar o bebé a arrotar, de forma a permitir que a mãe descanse um pouco no final da mamada.
A decisão de amamentar é uma decisão muito pessoal. É importante que a mãe queira amamentar! A questão cultural tem um peso muito elevado, mães que amamentaram têm normalmente filhas que amamentam. Muitas vezes existe uma pressão familiar, de que o leite da mãe não é bom! É um mito que tem que ser contrariado e deve ser trabalhado desde o momento da gravidez. A mãe deve procurar um profissional de saúde a quem possa ligar e colocar as suas dúvidas sempre que elas surjam, pois são muitas normalmente, e com um breve esclarecimento a sua confiança e motivação ficaram restabelecidas!

terça-feira, 29 de março de 2011

Obesidade Infantil



  • Causas
  • Consequências
  • Medidas preventivas
A obesidade infantil é uma realidade, não só do nosso país, mas de muitos outros países em todo o mundo!
Se por um lado cada um de nós hoje em dia tem uma vida de correria e de stress, por outro lado as crianças que antigamente brincavam na rua, a andar de bicicleta com os amigos, hoje, por questões de segurança, ficam no interior das casas.
Os pais, para as manterem ocupadas, permitem que passem longos períodos de tempo ou a ver televisão ou no computador, resultando uma grande inactividade física.
Estes comportamentos ao longo do seu percurso de crescimento vai transformar-se numa atitude “normal” e estas crianças vão deixar de ter à-vontade para brincarem com os amigos no exterior das suas casas.
Por outro lado, para além do sedentarismo, temos o tipo de alimentação que lhes é proporcionada… As pessoas têm pouco tempo para confeccionarem as suas refeições e têm tendência a comprar a comida antes de regressarem a casa ou então permitem aos filhos a ingestão de “comidas de plástico” ou “comida de conveniência”.
Embora não paremos para pensar nisso, esse tipo de refeições é maioritariamente elaborada de forma a tornar-se apetitosa, de maneira a conquistar o cliente, fazendo com que volte a comprar.
Uma vez que esta dinâmica está pensada para proporcionar uma satisfação imediata á criança, quando lhe é proposto ir comer fora, a primeira opção é aquela que lhe causa um bem-estar imediato. Por outro lado, nessas ocasiões é também frequente acompanhar-se a refeição com uma bebida especial e eis então que optam por uma bebida açucarada e gaseificada…
Se esta atitude lhe for permitida com alguma frequência, sem ser consciencializada para o facto de não ser uma alimentação equilibrada, e que só deve ser posta em prática em situações muito esporádicas, a criança vai começar a adoptar esse comportamento como regra, uma vez que os pais funcionam como um padrão a seguir.
Para além da vida sedentária e da alimentação desequilibrada, temos ainda, em muitos casos a ausência de uma actividade desportiva de acordo com as necessidades da criança e proporcional às calorias por ela ingeridas. Às vezes os pais referem que a criança já pratica ginástica na escola, dando a impressão de acharem que isso é o suficiente!
Todos estes tipos de comportamentos vão levar a que a criança tenha uma maior propensão para um tipo de problemas de saúde tais como a diabetes, hipertensão, asma e problemas ortopédicos, que eram doenças frequentes na idade adulta, mas cada vez mais estão a surgir entre os jovens. Além disso ainda temos as consequências psicossociais que daí advêm…
Que medidas é que os pais podem adoptar para que este tipo de situação se comece a prevenir desde muito cedo?
A criança muitas vezes, devido à sua imaturidade psicológica, não consegue imaginar o que esses tipos de comportamentos lhes vão poder causar no futuro, têm que ser os pais a ter esse tipo de atitudes com os filhos.
Esta medidas começam desde muito cedo e, de preferência, na gravidez. A selecção dos alimentos, que é ingerida deve ser feita cuidadosamente.
Sugiro às pessoas que tenham uma roda dos alimentos em casa e que a analisem. A roda está dividida em função da quantidade de alimentos que devemos ingerir. Essa ingestão deve ser feita diariamente, tendo em consideração a energia que gastamos ao longo do dia. Se for um dia com pouca actividade, não devemos obrigar a criança a comer a quantidade de alimentos que nós consideramos rotina; devemos ajustar sim às suas necessidades.
Por outro lado, devemos tornar a ingestão de sopa uma rotina diária. É uma excelente oportunidade de dar às crianças a quantidade de legumes diária que elas necessitam de consumir; esta sopa deve ser rica em legumes e com uma grande variedade.
Muitas vezes as mães referem: “Se eles comerem a sopa, depois já não querem a outra comida!”. Eu não fico nada preocupada com esta situação, pois a sopa já é um excelente alimento. E não deve ser encarada como castigo, muito pelo contrário, e essa conotação é dada muitas vezes pelos pais: “Olha, se não comes a refeição, obrigo-te a comer sopa!”. A sopa deve ser oferecida no inicio da refeição e nunca como uma medida de castigo!
Por outro lado, devemos também criar o hábito à criança, de comer sobremesa no final das refeições, que deve ser uma peça de fruta. A criança deve fazer a ingestão de 3 a 5 peças de fruta por dia.

Devem proporcionar à criança a prática de uma actividade desportiva
Às vezes as actividades profissionais dos pais, não lhes permitem ter tempo para levarem e trazerem os filhos a praticarem actividades extra o horário escolar. É importante que os pais conheçam os pais das outras crianças, que também praticam essas actividades e que dividam tarefas, de levar e trazer os filhos. Hoje leva um e no outro dia leva outro as crianças, ou um pai leva e o outro vai busca-las. Isto já lhes vai facilitar a vida e proporcionar à criança a possibilidade de frequentar uma actividade desportiva.
Por vezes os pais referem que para que os filhos pratiquem essas actividades é necessário pagar. Não obrigatoriamente! Existem muitas actividades em que não é necessário, tais como futebol, atletismo, andebol, natação, etc.
Quando é de todo impossível, tentem esse tipo de actividades ao fim-de-semana. Quando os pais proporcionam à criança a prática destas actividades conjuntamente com eles, o grau de satisfação da criança é ainda mais elevado, pois para além de estar a praticar uma actividade desportiva, está também a saborear o convívio com os pais!
No dia-a-dia criem actividades domésticas para as crianças, adaptadas ao seu nível de desenvolvimento. Por pequenas que sejam é esse tempo que não vai estar sentado no sofá…!
A compra de alimentos por parte dos pais é outro aspecto fundamental.
Se a criança não tiver em casa alimentos que não deve comer desregradamente, não vai ter a tentação de lhes pegar e comer. Às vezes os pais acham que como os outros miúdos também consomem, se não comprarem também esses alimentos para os filhos, não estão a ser “bons pais”…!
 Pense que o seu exemplo é o melhor que pode dar ao seu filho! E mesmo que ache que ele agora não o entende, um dia vai agradecer-lhe.
Quando a criança chega ao armário e encontra bolachas, refrigerantes, chocolates, iogurtes em grande quantidade, em vez de optar por um lanche com pão, leite e fruta, vai optar por esse tipo de alimentos. Primeiro porque já estão prontos a ser consumidos, não lhes vão dar trabalho a prepara-los, segundo porque são mais doces e agradáveis ao paladar…
A criança precisa de ser feliz… precisa de satisfazer-se com outras actividades… caso isso não aconteça vai canalizar algumas das suas necessidades de satisfação, para a alimentação!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Perguntas e respostas sobre crianças


O meu filho tem muita dificuldade em comer (na hora das refeições), o que devo fazer?
Se o seu filho tem muita dificuldade em comer na hora das refeições, assegure-se que não come nada (mesmo nada!), duas horas antes das refeições. Os miúdos são muito espertos e podem sempre ‘jogar’ com os pais, por um lado são o centro das atenções, por outro têm sempre a certeza de que se não comerem a refeição os pais, com receio de que passem fome, vão dar-lhes outro tipo de alimentos para compensar a refeição que não fizeram. É nessa altura que lhe dão alimentos que têm a certeza que eles comem, tal como iogurtes, papas, cereais, entre outras coisas. Por isso, é importante não os deixar comer antes das refeições, e caso não comam não lhes oferecer outro tipo de alimentos como compensação. Se tiverem fome voltem a dar-lhe a refeição anterior. Repitam este procedimento até eles perceberem que a tentativa deles não vai funcionar!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Perguntas e respostas sobre crianças

O meu filho já tem 10 anos e ainda não consegue dormir sozinho, mesmo com a luz ligada. O que devo fazer?
Se aos 10 anos o seu filho não consegue adormecer sozinho pode precisar da sua ajuda para (re)aprender a lidar com a ‘separação’ (entre a criança e a pessoa  que a está a tentar adormecer). Comece por tentar compreender a razão ou origem deste ‘novo’ medo ou o trauma que ainda não conseguiu ultrapassar e que agora se manifestou. 
Por exemplo: pode ter acontecido alguma situação na vida da criança que a tenha perturbado e lhe esteja a causar um mau estar e como forma de se defender, não queira estar sozinha.
Por outro lado, pode ser uma questão de educação, dos pais em relação á criança, por exemplo quando as crianças choram de noite e os pais não vão ver o que se está a passar, a crianças vai desenvolvendo uma insegurança e fica com receio de adormecer sozinha. 

É importante perceber o que o incomoda, trabalhar com ele a separação, ele perceber que os pais estão presentes, não o vão deixar sozinho e irão ajudá-lo a ultrapassar esta dificuldade. Dizer-lhe que ele tem que ajudar e ser forte, porque afinal já tem 10 anos. 
Resumindo, tentar perceber o porquê desse medo, planear uma estratégia e pô-la em prática transmitindo coragem e confiança ao seu filho.


 especial Jornal opinião pública, 13 de Outubro de 2010

terça-feira, 15 de março de 2011

Acidentes domésticos

Em relação aos mais pequeninos, falemos de 
quedas e queimaduras!
As crianças precisam de explorar o mundo que as rodeia, de analisar as coisas com os cinco sentidos, usando a sua inteligência e imaginação... Precisam de um ambiente seguro, que lhes permita ter liberdade. O facto de os pais deixarem os seus filhos com uma ama ou com os avós ou amigos, necessita igualmente de que as mesmas regras sejam cumpridas. Quando faz a inscrição do seu filho num jardim-de-infância, ou se já o frequenta, peça para fazer uma visita ao espaço e analise eventuais perigos. Após a sua análise, e caso os tenha detectado, comunique os mesmos aos responsáveis da instituição.
As quedas são uma realidade, não deve deixar o bebé sozinho em cima de uma cama sem grades, ou de um sofá, ou de qualquer outra superfície, sem uma protecção, nem que seja apenas por um minuto... Muitas vezes os pais quando estão a cuidar dos seus filhos são solicitados e têm a tendência de diminuir a atenção á criança, por exemplo quando tocam á campainha de casa e estes vão abrir a porta, ou atender o telefone, ou até mesmo ir buscar uma muda de roupa que se esqueceram de preparar antes de começar a mudar a fralda do pequenote, em todas estas circunstâncias, esta pequena distracção é suficiente para o bebé cair, podendo causar traumatismos de ordem vária. Se está a mudar uma fralda e precisa de alguma coisa que está atrás de si, e pretende pegar-lhe, coloque sempre uma mão em cima do bebé, enquanto com a outra pega no objecto pretendido. Antes de iniciar uma tarefa, certifique-se que tem tudo aquilo que lhe vai fazer falta, caso se esqueça de alguma coisa, é preferível pegar no bebé ao colo e tranquilamente ir busca-la.
Quanto às queimaduras, são também uma constante muito frequente, daí que todos os cuidados sejam poucos!
Quando prepara o banho do seu filho, deve ter sempre o cuidado de colocar a água fria em primeiro lugar, e só depois temperar a mesma com água quente (para evitar o risco de queimaduras, caso a criança coloque a mão ou um pé sem se os pais se aperceberem disso). Posteriormente mergulhe o seu cotovelo. Se a água estiver boa, então também estará para o banho do seu filho.
Se colocar um aquecedor na casa de banho ou no quarto, quando der banho ao seu filho, certifique-se que ele não vai estar ao alcance da criança, para evitar as referidas queimaduras. Ainda referente a este assunto quando aquece a roupa do bebé no aquecedor, para lha vestir no fim do banho, certifique-se de que a temperatura da roupa, não está exageradamente elevada antes de a vestir ao bebé, a pele do seu filho é extremamente sensível e estas pequenas atitudes podem provocar um incidente sem que se aperceba.
Quando existem lareiras em casa, devem ter uma grelha de segurança, a uma distância suficiente das mesmas, de forma a impedir que o seu filho se aproxime delas e se queime. Também com os aquecedores devem ter igual cuidado, caso os tenham, certifiquem-se de que estão num local inacessível á criança. Muitas vezes a criança gatinha, ou ainda anda com grande dificuldade e tem tendência a agarrar-se aos objectos que a rodeiam para se segurar!
Ainda falando de queimaduras, durante a preparação do biberão do leite devem sempre ter o seguinte cuidado, no caso de aquecer o mesmo no microondas, o pirex do biberão não aquece á mesma temperatura do leite. Quando pega no biberão sente uma temperatura por fora inferior á temperatura que se encontra o leite no interior, deve estar consciente que o leite está a uma temperatura muito superior. Antes de o oferecer ao bebé, coloque umas gotas na zona do pulso que fica próximo da palma da mão, caso a temperatura seja elevada, arrefeça-o em agua fria.
Resumo
·       Nunca deixar a criança sozinha em cima de uma superfície sem protecção.
·       Proteger lareiras e aquecedores
·       O pirex do biberão nunca aquece á mesma temperatura do leite. Antes de oferecer o leite á criança verifique a temperatura.