A criança que acredita em si própria tem mais facilidade em enfrentar os seus erros. Lentamente aprende a aceitá-los e a sentir-se feliz quando é capaz de os corrigir.
O reforço positivo é importante, mas devemos ter cuidado para que a criança não dependa desse reforço, pois pode não os poder ter e aí terá uma atitude defensiva. Devemos levar a criança a pensar que está com orgulho dela própria e não que é um orgulho para os pais.
As birras começam geralmente durante o 2ºano de vida. A criança começa a explorar o mundo á sua volta e fica confusa, “será que o meu pai ou mãe continuam ali?”, “ficaram zangados por eu descer sozinho a escadas?”. Daí, ao tomar estas atitudes, a criança olhar para trás, para se certificar do comportamento de aceitação dos pais.
As birras acontecem muitas vezes quando a criança não sabe que decisão tomar: Sim ou não? Faço ou não faço?
Muitas vezes, sem motivo aparente, a criança começa a chorar e por detrás disso está a sua insegurança perante a atitude que deve tomar – de independência ou de medo???
Tente, caso seja possível, deixa-la tomar a decisão sozinha e elogie a sua decisão e esforço; não a ajude, pois aí vai estar a aumentar a sua fúria; nem a tente impedir, afaste-se de forma a que ela tenha que tomar sozinha a decisão! Quando se aproximar diga-lhe: “é difícil decidir não é? Mas tu foste capaz de o fazer sozinha!”
Para os pais, o sentimento de impotência e perda de controlo da criança está directamente ligado com a perda de controlo dos próprios pais. Estas birras geram uma grande angústia nos pais, o que muitas vezes leva ao castigo físico.
A forma mais segura de fazer parar estas situações é virar as costas e dizer á criança “quando te acalmares eu volto!”. E se quando voltar a birra também voltar, mais uma vez afastar-se e dizer “quando te acalmares eu volto!”.
A criança vai deixar de ter “plateia” para a sua actividade e vai parar. Quando voltar para a situação, pegue na criança ao colo e diga-lhe que é difícil para ela aquela situação e que a compreende, mas que ela já foi capaz de tomar a decisão sozinha…
Ao afastarem-se, os pais estão a encorajá-la. Ao sentir que consegue dominar estes sentimentos e que não depende dos pais para tomar a decisão, a criança sente-se feliz.
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