O que é uma boa higiene oral?
É uma limpeza que permite retirar todos os restos de alimentos, bem como restos de medicação. Ao mesmo tempo impossibilita que as bactérias se depositem nos dentes, gengivas e língua de forma a destruir a dentição.
O que é a placa bacteriana?
A placa bacteriana é uma placa transparente que se aloja por cima dos dentes e das gengivas, constituída por bactérias e os seus constituintes. Quando a remoção desta placa não se fez, o que acontece é que vai formando uma consistência endurecida e mais aderente aos dentes, denominando-se o famoso tártaro. Enquanto têm a tal película transparente, pode ser removida pela própria pessoa com uma escova de dentes, dentífrico, fio dentário e escovilhão, quando assume características de tártaro, já só pode ser removida por profissionais de saúde oral.
Estas bactérias multiplicam-se constantemente na boca, utilizando para se alimentar os nutrientes dos alimentos que ingere e a saliva. As bactérias, quando se alimentam de hidratos de carbono (especialmente os açucares), produzem ácidos que vão corroer os tecidos duros dos dentes (o esmalte). Com o frequente ataque dos ácidos, o esmalte danifica-se e as cáries aparecem.
Para uma correcta técnica de escovagem devem ser executados movimentos de rotação sobre cada face do dente, seguindo de uma ponta da boca até à outra extremidade. A escova deve também fazer a limpeza do espaço entre os dentes e as gengivas e a língua não deve ser esquecida neste processo.
Uma questão que muitas vezes é colocada refere-se á quantidade de dentrífico aconselhável. A orientação que deve ser dada, é que a quantidade necessária é a do tamanho da unha do dedo mindinho.
Nos infantários, muitas vezes, a não colocação desta prática é justificada pelo facto de as crianças confundirem os copos e as escovas. Uma das medidas a ser implantada, pode ser por exemplo, criar um símbolo da criança e colocar esse símbolo no copo.
Lembro-me que quando a minha filha andava no infantário, cada menino tinha como representação um animal, a minha filha era a joaninha. Colocar esse símbolo no copo e na pega da escova era uma forma de ela identificar o seu kit de higiene oral. Uma outra noção que muitas vezes as pessoas têm, que é um mito, a maioria das vezes, é o facto de a escola não ter condições para o fazer. Se a criança tiver um estojo com a escova e uma garrafa de água pode por esse hábito em prática, sem se preocupar que todo o dentífrico seja removido, pois o facto ficarem restos de dentífrico na boca vai permitir a absorção do flúor por parte dos dentes, e não tem qualquer tipo de inconveniente.
Uma vez que tanto o nascimento dos dentes, como as cáries, causam algum mau estar, os pais podem e devem suavizar todas estas ocorrências de uma forma um pouco cor de rosa, o hábito de se manter perante a queda de um dente da criança é a historiada da fada, em que a criança coloca o seu dente debaixo da almofada e no dia seguinte a “fada” deixou lá ficar uma lembrança. Essa lembrança não é necessário ser um grande presente, pode ser um lápis engraçado, um caderno diferente, uns lápis de cor, um pequeno livro de histórias, qualquer coisa simbólica. O engraçado desta situação é manter na mente da criança a magia e a oportunidade de continuar a brincar com os pais…!
Uma outra forma de brincar com esta situação e de manter uma cultura familiar à volta dos dentes, é o hábito de fotografarem os seus filhos sempre que lhes cai um dente e colocarem no seu álbum, como um destaque! Não é obrigatório ter uma máquina fotográfica, os telemóveis actualmente têm essa funcionalidade.
Troca de escova
A escova de dentes deve ser trocada aproximadamente de 3 em 3 meses, para que não fique extremamente danificada. Preferencialmente deve ser macia, de cabeça pequena, para agilizar melhor dentro da boca.
A escova de dentes só limpa 3/5 do dente, o fio dentário e o escovilhão são ferramentas também fundamentais para que a higiene oral seja eficiente.
Uma dúvida que muitas vezes é frequente, é se as crianças devem ou não fazer a ingestão de flúor como suplemento: a partir do momento em que a criança bebe água da rede pública, que é portadora de flúor, que usa um dentífrico que contenha fluoretos, entre 1000 a 1500 ppm e que faça uma alimentação variada, rica em leite e derivados, não necessita de fazer suplemento de flúor, até pelo risco de estar a fazer flúor em excesso, não havendo qualquer vantagem com isso bem pelo contrário.
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